Não era só o elenco de Grey’s Anatomy que estava insatisfeito. Os fãs também colocaram a boca no trombone… E no caso da série, a greve veio na hora certa!
Na penúltima parte da matéria de capa sobre Grey’s Anatomy que foi publicada na revista Entertainment Weekly dessa semana, ficamos sabendo como os fãs e a greve influenciaram os rumos da série (e para você que chegou agora, pode ler a parte 1 e 2 clicando nos links).

Os fãs também reclamaram, xingando a série nos blogs de Grey’s Anatomy. Um post no quadro de mensagens do EW.com dizia, “A química entre Mer e Der é a magia da série. Nós queremos nosso Grey’s Anatomy de volta!” Outro disparava, ”George e Izzie como um casal? Assustador. Horrível. Sem chance”. Esse tipo de resposta instantânea do espectador é um dilema único para os criadores dos atuais hit shows da televisão – de Lost a Desperate Housewives, passando por Heroes e, claro, por Grey’s. Mitologias e e histórias contadas em capítulos são um convite a participação dos fãs e Rhimes tem enfrentado uma questão iminente: como você agradar fãs duros-na-queda, e ao mesmo tempo, cumprir uma visão criativa que pode não conquistar nenhum concurso de popularidade?
Os 100 dias de greve dos roteiristas praticamente resolveram o problema para ela. Durante o hiato forçado, Rhimes viu todas as três temporadas e meia de Grey’s e os nove primeiros episódios de Private Practice (depois de tirar um mês para dormir, claro). Enquanto ela ainda defende algumas de suas decisões – “Eu nunca disse que George e Izzie eram uma grande história de amor. Eles cometeram um erro. George precisava de uma desculpa para sair de seu casamento” – ela também admite que a greve fez com que ela percebesse que era hora de anunciar a reconciliação entre Meredith e Derek. “Eu sou notoriamente reservada sobre o que vai acontecer na série. Mas quando a greve aconteceu, os fãs foram deixados no vácuo”, diz Rhimees, que foi capaz de focar toda sua atenção em Grey’s nos episódios pós-greve, depois que a ABC empurrou o retorno de Practice para o outono americano. ”Eu queria que os fãs tivessem algo para se segurar enquanto esperavam a série voltar”.
Pompeo está feliz que Rhimes tenha reconhecido as reações ácidas. “Se não houver fãs, não há patrocínio. E sem patrocínio, não há série”, ela diz. “Os fãs são a série”.
Leia amanhã na quarta e última parte da matéria: ”Eu disse que eles ficariam juntos, mas eu que nunca disse que eles seriam felizes.”
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